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É meu aniversário! Estou completando 53 aninhos. Que coisa interessante, como é gostoso fazer uma idade que não é mais pequeninnha e sentir-me assim, por dentro, com a alma jovem. E sinto mesmo! Apesar de tanta estrada percorrida, tanta coisa aprendida, tanta vivência recheada de alegrias e tristezas, acertos e erros, perdas e conquistas, eu realmente me sinto uma garotona. Ok, uma garotona de cabelos pintadinhos, senão já viu né... agora nasce tudo branco, uma cor que acho bem bonita, mas que não preciso carregar na cabeça ainda, há outras formas de usá-la (aliás, fico muito bem de branco, principalmente no verão). Uma garotona cujo corpo já foi magro, gordinho, gordão, obeso demais, emagreceu e agora é gordinho sim, mas em um ponto aceitável e não mais tão arriscado. Como consequência há celulite, flacidez, estrias (estas até que não são tantas), a lei da gravidade não passou reto por mim, a danada! haha Há outras consequências do tempo, da genética e do que deixei acontecer com o corpo até um tempo atrás, coisinhas que incomodam, algumas 'de vez em quase nunca', outras de vez em quado, outras quase sempre. Mas e daí? Quem leu aí em cima está pensando que estou um caco e que deve estar sendo ruim pra caramba me ver com mais de meio século de vida? Xiiiiii, podem tirar o jegue do toró, como diz minha chefe/amiga querida, a Sussu! Que nada! Eu estou é celebrando, agradecendo muito a Deus por cada diazinho desta minha vida até aqui, eu hem! Quando a mamãe, em momentos de lucidez, reclamava por estar velha, eu brincava dizendo que ela tinha que achar ótimo, afinal só não fica velho quem 'vai antes' não é? Ela ria e dizia: "Ah,isto é mesmo!".
Pois eu quero é mais! Os dias mais lindos e felizes que vivi até aqui foram bem curtidos e os que me fizeram chorar, sofrer, ficar muito P da vida, assustada etc. me ensinaram muito, também. Tudo é instrumento de lapidação e não estou aqui a passeio, certamente se vim foi para mais uma etapa de aprimoramento, a pedra bruta vai passando pela transformação que não se dá só por massagens de leve. A gente reclama, chora, xinga etc. mas o fato é que está é sendo lapidada. Tanta coisa aprendi até aqui com os tropeços e pedaços esquisitos pelos quais passei. E com as coisas boas também, claro! Dou muito valor às melhoras que promovi na minha qualidade de vida, no meu corpo (que precisa atualmente de mais atenção, sem dúvida) e principalmente na minha mente. Mas sei que isto tem que ser um processo contínuo e quero que seja assim, mesmo. Mas não sou mulher de ficar apegada á questão do corpo de forma neurótica e sim, responsável. Não vou de jeito nenhum entrar em neuras porque o tempo vai passando, não busco e nem busquei nunca a forma da juventude e sim a melhor possível e que eu queira e tenha saco e competência para alcançar na minha fase atual, desde que seja também adequada a mim, especificamente. Me olho no espelho, vejo pontos por dentro e po fora que depende só de mim melhorar e outros tantos que no máximo conseguirei amenizar um pouco algum estrago. No mais, é seguir e viver e viver plantando a felicidade, para colher felicidade. Pelo menos, naquilo em que 'a bola estiver no meu campo', claro. Então, onde quero chegar é que os 53 anos que hoje eu comemoro, são abençoados por Deus, gosto deles, aceito-os muito bem, não escondo nem unzinho deles que me trouxerm muitos ganhos, muita coisa importante conquistada que trascende totalmente a falsa juventude e a falsa beleza que tantos perseguem até de forma desmedida, maluca mesmo.
É fato que entristece ser o primeiro aniversário sem a minha mãe que partiu há poucos dias, mas infelizmente eu não posso mudar isto. Então, sem muita festa porque realmente estou de luto no coração, mas sem deixar de celebrar um dia que representa esta chance bonita que Deus me deu para vir aqui me lapidar, vou me dando os parabéns, agradecendo por cada dia e me comprometendo a seguir da melhor maneira que eu conseguir e, naturalment, fazendo por onde conseguir de forma bacana. Agradeço pela bênção do meu filho amado, do meu marido que é o meu amor, pela filhota do coração que este amor me trouxe, pelos pais maravilhosos que tive e que já estão 'no andar de cima' cuidando de mim como sempre, pela família, pelos irmãos de sangue e todos os demais que fui conquistando ao longo da vida, são muitos graças a Deus, amigos de verdade sem os quais muitas alegrias não teriam sido tão bem curtidas e muitas tristezas não teriam sido tão bem amparadas. E vou em frente, agora na versão 5.3, com minha cara sapeca, dando nó em pingo d´água, fingindo que sou a Mulher Maravilha numa hora e brigando com o mundo que acha que eu realmente sou, em outra hahahahaha E como disse a Rita Lee na música: 'Enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente felizzzzzzzzzzzz" ! Isto inclui a mim mesma, claro! Beijos! 
Escrito por Beth ?s 07h44
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Tentei atualizar o blog nada mais, nada menos que 4 vezes esta semana. Não conseguia. Escrevia, escrevia e escrevia, no final apagava tudo. O motivo: quando estava lá pela ‘sei lá qual milésima e tal linha’, notava que ali só havia resmungo, reclamação!Ah não!
Incomodava muito não simplesmente estar registrando aquele monte de lamúrias, mas principalmente constatar, daquela forma, que eu estava bem mais pra baixo do que admitia para mim mesmo que estava.
Quando digo que o blog é ferramenta de apoio ‘multiuso’ não é pra menos, ela é mesmo. Quando escrevo algo aqui, sou a primeira a ler. Quando estou digitando, como sou muito rápida, vou quase na velocidade do pensamento, em alguns momentos na velocidade da constatação do sentimento. Então, tem horas que vou escrevendo, aí paro e leio e digo: nossa, veja como estou sentindo isso, pensando naquilo etc. Nem sempre tudo é planejadinho antes, do tipo “hoje vou falar assim sobre o assunto X”. Até pode ser que a programação seja esta, mas na hora H deixo fluir, muitas vezes vem tudo diferente, vem do jeito que muitas vezes nem eu tinha percebido que a coisa estava me tocando daquela forma. Bacana. O blog é também um instrumento de sintonização minha comigo mesma. Se ele é ponte entre mim e vocês, é também ponte entre eu e mim. Bom, mas hoje eu acho que estou mais pra cima, sim. Claro que continuo alternando momentos de muita tristeza e saudade, mais uma porção de coisas, ao mesmo tempo em que me abatem e momentos mais normais, de mais tranqüilidade. Ainda há e sei que continuará havendo por um bom tempo uma briguinha básica entre a razão e a emoção, até que se entendam. Enquanto isto, eu vou rindo aqui e chorando ali, aprendendo dia após dia a viver este novo ciclo. Embora meu marido seja sempre um parceiro muito bacana, muito amoroso e para todas as ocasiões, eu precisei pedir um HELP especial nos últimos dias, precisei sinalizar que estava numa fase extremamente carente, me sentindo frágil e precisando me permitir ser mesmo fragilzinha e coitadinha etc, nem que fosse um pouquinho. Isto porque ele, habituado a me ver sempre dando nó em pingo d´água, superando tudo etc. acabou se intimidando um pouco ao me ver mais abatida.
E aí, o que houve? Ele se abateu. Não que tenha planejado isto, claro que não. Mas, é a forma como ele funciona. O emocional dele arranjou um jeito de dizer “sai dessa, tem alguém aqui para você cuidar”. Acabou tendo um piripaque no sábado à noite, uns sintomas que podiam ser de um início de infarto e, à revelia do quanto eu estava me sentindo quebradaça por dentro e por fora, claro que lá fomos nós correndo para o hospital. Ficamos lá a madrugada toda, saímos mais de 4 horas da manhã de lá. Graças a Deus ele não tinha nada, fez vários exames, ficou em observação etc. e tudo indica que foi alguma somatização mesmo do emocional, ou até mesmo gases. E ele está ótimo, na boa. Claro que isto bastou para que eu desse uma caída daquelas, né? Aquela ida ao hospital poucos dias depois do que aconteceu com a mamãe, o susto de vê-lo se sentindo mal, a angústia e o receio de ser realmente algo, associados à sensação esquisita que me deu ao ver uma senhora velhinha, de cabelos branquinhos como os da mamãe chegando lá bem confusa como a mamãe estava, tudo aquilo me arrebentou. Fiquei malzona mesmo. No domingo eu era um trapinho de gente deitadinha, querendo que esquecessem da minha existência.
Aí, dei um piti e avisei que agora era a minha vez. Que eu não quero mais saber de nada, que eu tenho o direito de ficar ‘pequenininha’ sim, pelo menos um pouco, que era a minha hora de ser cuidada etc. e tal. Funcionou. Ficou todo mundo ótimo, bacaninha, eu fiquei livre para curtir a minha dor sem precisar me afundar nela, fui bem paparicada (mais ainda do que já sou, mas na medida que precisava agora) e aí fui melhorando. Gente é bicho esquisito né? Eu sou gente, uai. Então, sou esquisita também...rs Vida que segue! Unhas feitas, claro, porque não é preciso associar tristeza com desleixo. Ontem fui ao salão e pintei o cabelo, refiz as mechas, dei uma levantada na cor, uma iluminada legalzinha. A cabelereira disse que eu estava muito abatida, que ia dar um Up especial e deu mesmo. Mas não cortei o cabelo, porque não consegui conciliar os horários disponíveis dos profissionais. Então, já está marcado para amanhã (sexta-feira) o corte. O cabelo até que está bonitinho, mas precisando de um jeitinho. E o meu cabelereiro sempre sabe direitinho o que eu preciso naquele momento, quando vou lá. Hoje depois do trabalho vou para uma noitada, embora ainda não esteja com espírito para farra, mas acho que vai ser bom. Vou para a Lapa, celebrar o aniversário da minha chefe/amiga e de outro coordenador aqui que é bem gente boa. Amanhã não tenho planos fora o cabelereiro. No sábado tenho um almoço especial com a família e depois um chá de panela. E no domingo, Maracanã, para ver o meu Mengão jogar contra o Corinthians.
Então, é isso. A alimentação está mais ou menos. Em termos de quantidade está normal, em termos de qualidade está quase boa, em termos de sabor eu tenho sentido necessidade de sabores mais fortes. Pelo menos um item do prato tem que ter um gosto mais acentuado, noto isso. Mas, de maneira geral, está legalzinha. Nota 7, para falar a verdade verdadeira.
A menstruação atrasou 15 dias, mas chegou e está aqui, bombando. Estou um pouquinho inchada, mas logo passa. Não fiz o restante dos exames médicos porque realmente, nestes dias, não havia cabeça, tempo etc. Mas semana que vem já vou fazer para poder voltar à médica e ver o que preciso (se realmente precisar) fazer pela saúde. Então, desejo a todos um excelente final de semana, obrigadíssima de novo pelo apoio, pelo carinho, pela companhia tão especial, pela mãozinha amiga apertando a minha.
Na próxima segunda-feira, dia 10 de agosto, será meu aniversário. Vou completar 53 anos e virei aqui comer um bolinho com vocês ta? Beijos.
Escrito por Beth ?s 17h54
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