Conquista

UOL
   DUAS SITUAÇÕES QUE NOS AJUDAM A PENSAR

CASO 1: Há poucos dias, na fila dos frios do supermercado, havia atrás de mim um homem acompanhado do filho, que aparentava uns 6 anos. Enquanto aguardavam a vez, o menino ia a alguns balcões próximos buscar itens que o pai orientava. Eu ouvia e achava legal, lembrando de quando meu filho era pequeno. E assim eu o vi chegar c/ “mais 2 pacotes de pipoca light de microondas” e mais algumas outras coisinhas light conforme os pedidos do pai. Trazia tudo direitinho e c/ boa vontade, o pai agradecia, elogiava, orientava mais e tudo corria bem, até que o menino perguntou se podia pegar mate. O pai disse “Mate? Que mate?” E o menino: “Mate, pai! De beber! Posso comprar uma garrafa de mate?” A resposta: “Não, filho, lá em casa já está cheio de refrigerantes.” O garoto insistiu:”Mas pai, eu não quero refrigerantes, quero mate!” A resposta foi a mesma: “Não, hoje não, a gente toma refrigerante.”.
Na hora,  pensei “Caramba, o menino quer mate, qdo as crianças geralmente querem o refri e o pai não aproveita isto p/ garantir um hábito melhor, ainda por cima ressalta que em casa tem muito refrigerante? Parecia até aquele comercial na TV em que o garoto pede desesperadamente p/ a mãe comprar brócolis! A reação deste pai no supermercado, se fosse a tal propaganda, seria dizer “Ah, não, lá em casa está cheio de batata frita!”. E eu, que não tinha nada com o assunto, fiquei ali na minha, avaliando a postura do cara.

Chegou minha vez e pedi uma provinha do queijo minas, pois a única marca que havia ali eu não conhecia na versão light. Achei gostoso e elogiei, o tal vizinho de fila, diante do meu parecer, se interessou. Enqto eu era servida, vi que o garoto voltou a pedir p/ comprar o mate e, desta vez, dei aquela olhadinha para um e para outro, com cara de “Oh que bonitinho ele pedindo mate” e o pai disse ao filho “Mas filho, lá em casa tem mais de 10 garrafas de refrigerantes, não precisa comprar mate?”.  Depois, ainda o ouvi pedindo ao filho p/ buscar “aquele pão de forma light que o papai gosta”e fiquei torcendo para o pirralhinho lindo responder: “Ah, pai, para que? Lá em casa deve ter calabresa!”haha Seria bem feito, né?

CASO 2: Hoje, na fila do caixa na Casa&Vídeo, ouvi uma voz feminina dizendo assim: “Filho, você está tão lindo! Tão mais magrinho, um gatinho, sabia?” Ela disse aquilo com voz bem melosa, bem carinhosa. Discretamente me virei e vi 2 garotinhos bem lindinhos, mesmo. O mais velho, com cerca de 10 anos, olhava com o irmão os chocolates, doces e outras guloseimas expostos bem ali, onde eles se encontravam com a mãe, na fila.E ela os olhava com serenidade, olhar bem meigo, mas atento. Logo depois, o menino maior disse a ela o que queria que ela comprasse (não entendi qual dos itens era) e ela respondeu, sempre com muita meiguice: “Hoje não, meu filho, hoje é 5ª feira e nós não vamos comer nada disto antes do final de semana”e a maneira clara, firme e sempre amorosa como complementou a resposta me fez entender que ele está em processo de emagrecimento, está tendo ótimos resultados e que a reeducação (ou melhor, a educação) alimentar é a base de tudo.
 E a forma como ela falava deixava tudo muito simples, não havia reprovação alguma, crítica, nada disto. O que havia, com certeza, era sinceridade, era uma mãe atenta e atenciosa mostrando ao seu filhote que aquilo tudo era permitido, mas havia um dia melhor p/ ser consumido. Ele então disse a ela: “Mas então você já compra hoje para nós comermos no sábado!”e ela fez um carinho nos cabelos dele dizendo: “Não é uma boa idéia, pois assim você vai ficar com vontade. Fica tranqüilo, pode ter certeza de que no final de semana vamos comprar sim, você não precisa se preocupar, inclusive se for o caso amanhã à noite eu venho aqui e compro, ta?” E ele concordou, confiante. Notei ali uma parceria, uma compreensão especial. Entendi a situação e fiquei muito enternecida com a maneira como aquela mãe está ajudando ao filho.  E pelo que notei, é uma relação de confiança mútua, ele não concordou por ser bonzinho e sim porque está realmente sendo conscientizado, devia estar com bastante sobrepeso, pode ter entrado em processo por ordens médicas, pelo que vi ele não é privado de nada, apenas aprende que tudo tem hora, quantidade e que isto não é nenhum bicho de 7 cabeças. Bacana, muito bacana.

Os dois casos me fizeram pensar. Com o primeiro, do supermercado, no desperdício daquele pai que pelo visto se cuida direitinho e não sacou que tinha na mão uma ótima oportunidade p/ manter seu filho com melhores hábitos. Coisa que eu já fiz no meu passado e Deus sabe como hoje ainda me chateio pela péssima referência que fui para o meu filho, em termos de nutrição, cuidados comigo mesma etc.

E o segundo caso, na Casa & Vídeo, me deixou gratificada. Por mais que eu conte aqui, não conseguirei expressar com fidelidade tudo que havia de ternura, confiança, firmeza, bom senso naquele diálogo entre mãe e filho. Muito legal. Sem mascarar nada, sendo honesta e sempre carinhosa, ela simplesmente mostrou ao filho que ele pode comer de tudo, mas que está chegando a melhor ocasião p/ consumir o que deseja, sem criticá-lo por ter sentido vontade, sem proibir, apenas conscientizando com muito jeitinho. Seria fácil ela ceder, levar “só hoje” o chocolatinho, ou entrar na dele e comprar hoje o que só deverá ser consumido daqui a uns dias, deixando-o atiçado, com água na boca. Ou quem sabe, simplesmente dar-lhe um fora, dizer algo como “Ah, está vendo só? Por isso que vc estava gordinho, só quer besteira, mas não pode etc.”. Mas nada disto, ela foi direta e mostrou ser inteligente. Quando o menino foi atraído fora de hora pela prateleira de balas etc., ela muito naturalmente, como quem não quer nada, fez um elogio, aproveitou p/ mostrar a ele que notou seus progressos, ela atiçou nele o amor próprio, a satisfação por estar vencendo, a vontade de continuar se dando bem. Por isso foi tão mais simples dizer um “não” temporário, e este ser aceito. Afastando a obesidade daquela criança, principalmente da mente.

O que ela fez ao filho é o que devemos fazer conosco. Qdo nos distrairmos muito com relação à disciplina, que tal pensarmos em tudo que estamos conseguindo e nos apoiarmos nisto para esperarmos mais uns diazinhos, ou horas, para consumir algo que não está adequado? Ela fez isto por amor ao filhote, nós vamos fazer por amor a nós mesmos né? Eu quero. Sei fazer isto, é só me concentrar. Beijoca.


 Escrito por Beth ?s 22h14
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   ESTOU PÉSSIMA. MAS, ACREDITEM (POIS EU ACREDITO): FICAREI ÓTIMA!

Caramba, eu estou só o pó. Literalmente. Ai, detesto me lamuriar. Bom, falando a verdade, sou bem reclamona sim, seria mentira dizer que não gosto de desfiar um rosário de vez em quando...rs Mas há limites. Tenho até procurado ficar na minha, sem contactar alguns amigos que adoro, p/ preservá-los da minha chatice e do meu mau-humor. O que? Vc pensa que eu não fico mau-humorada? Creeeeedo, fico e só Deus p/ me aguentar.
Desde o início da semana estou um caco. Juntou tudo: alergia ainda por conta da poeirada, cheiro de tinta e água raz, mais um produto e outro usado aqui nesta pequena porém interminável reforma, somado a uma gripe terrível que resolveu me visitar e atacou tudo, inclusive a garganta, eu cheguei a ficar sem um pingo de voz, hoje já estou conseguindo falar com uma voz horrorosa, tive febre etc. Como se não bastasse, a TPM veio com tudo que tem (tem???) direito, estou daquele jeito!
  Sem contar que os seios estão tão doloridos que até se eu andar um pouco mais apressada eles reclamam. Ah, e o acúmulo de energia e retenção na circulação sanguínea que me causou dores tremendas na lombar e cervical? Tudo por conta de tensão, saco cheio deste bafafá aqui em casa, aliás é só isso mesmo que está me enchendo o saco.

DE-TES-TO qualquer coisa que me prenda em casa, se estiver relacionado a arrumação, limpeza ou serviço doméstico. E tenho ficado mais do que gostaria, p/ atender ao pintor e suas solicitações emergenciais (tivemos imprevistos que requereram retrabalho em alguns pontos da casa, por problemas crônicos do próprio apto e não do pintor, é preciso ser justa), p/ receber o sofá (que chegou atrasado e ainda por cima uma de suas partes (canto) não passou pela minha porta e foi um Ó para içá-lo p/ que entrasse pela janela, depois descobrir que compramos uma coisa e veio outra), p/ receber a nova mesinha de centro que veio sem umas pecinhas que agora estão vindo pelos Correios (é mole?), para sair correndo no caso de precisar comprar mais parafusos e buchas necessários à instalação das persianas do quarto do filho, ele todo enrolado ajudando em outros itens e preparando mais uma peça para seu portfólio, em meio ao caos domiciliar.

Claro que em alguns momentos me rebelei, entrei numa de “matei a família e fui ao cinema”, mas nem sempre deu certo, ontem mesmo estava bundeando pelo Centro com a filhota e comecei a me sentir mal na rua, o corpo dolorido etc. de febre e tive que voltar p/ casa. E o pior é que nem tinha um cantinho onde me deitar, em todo lado havia alguma coisa acontecendo. Para terem idéia, são 3 banheiros em casa, 2 sociais e 1 de empregada e eu teve hora ontem em que precisei descer e usar o banheiro de visitas da minha portaria, para fazer xixi. Haja saco! Vou parar aqui com as lamúrias, vocês não merecem esta Beth irritante de hoje. Eu nem ia postar, não para esconder nada não, mas pra não ficar resmungando na tela de vocês, né?

Vim então p/ dar satisfação. Até andei visitando alguns blogs, adicionando novas casinhas, dando as boas-vindas a pessoas novas na blogosfera (ou que agora começaram a me visitar), mas tenho evitado ficar no micro, por conta dos incômodos físicos e pq tem hora que não sobra um lugarzinho em casa p/ mim! Mas já está melhor do que estevem, eu resmungo mas sei que isto faz parte, se não fosse assim eu ficaria com tudo do jeito que estava e que não me agradava né? Como querer omeletes sem quebrar ovos, como digo sempre...rs

Meu processo esta semana, só Deus pode dizer. É, gente. A Beth é sincera. Posar de bonitona é fácil, mas só quando a gente está bonitona mesmo. Se eu disser que estou jacando, mentirei, pois há momentos em que nem fome eu sinto. Hoje almocei uma saladinha com queijo e salsicha de peru light com fruta empurrando goela abaixo. Dói a garganta. Mas tem horas que minha escolha não é a mais adequada, mesmo não sendo a pior coisa do mundo e nem em quantidade excessiva. É um momento esquisito sim. É uma Beth esquisita na área, mas TEMPORARIAMENTE esquisita. E que não se rende. Toda inchada, se sentindo feiona, mas isto passa. Quem me conhece sabe que passa, eu mando embora. Repito que não vou me apropriar disto, que não é a minha cara.

No mais, tudo corre bem. A família está legal, o Vi sempre com a santa paciência dele e o carinho de sempre, o filho ótimo, dando a maior força e a filhota querida passando férias aqui, colaborando tb no que pode. E sendo uma ótima companhia qdo consigo fugir de casa, vamos as duas pela rua, pelo shopping, eu me arrastando mas a gente se entende, entra aqui e compra uma coisinha, entra ali e paga outra... e vai-se levando.

Continuo evoluindo nos processos de seleção e entrevistas, a receptividade do mercado de trabalho p/ mim está sendo ótima, mas na minha área de atuação as coisas não voam, acontecem meio devagar mesmo e qdo são mais rápidas é sempre bom avaliar direito, e eu mesma já rejeitei mais de uma proposta de trabalho nas últimas 2 semanas, vou com calma, pois sei o que quero e quanto valho. Mas agradeço a Deus por esta semana não ter nada agendado ainda, assim posso me cuidar e evito aparecer em alguma empresa com esta cara abatida e esta voz de velhinha de 200 anos misturada c/ garoto adolescente em fase de mudança de voz, imaginem que horror.

Ontem, mesmo me sentindo super mal, não amarelei e fui com a família assistir à pré-estréia do Harry Potter, marcada para 00h01min desta 4ª feira. Segurei a onda, peguei a fila, o ingresso foi comprado com antecedência e acabei conseguindo ficar na boa. Fui dormir 3:30 da manhã, pedindo a Deus que esticasse ao máximo a madrugada, pois sabia que teria que acordar cedo p/ novamente receber o pintor, o marceneiro, o colaborador que ia instalar isto e aquilo, a faxineira que vai até pernoitar aqui p/ tentar dar um jeito melhor em tudo.

Agora digo bye bye a vocês, vou me recolher. Beijocas, daqui a uns dias venho NOVINHA EM FOLHA dar notícias, tá? Se cuidem!  PARABÉNS CACAUZINHA DO MEU CORAÇÃO, PELO SEU ANIVERSÁRIO!!!!!!



 Escrito por Beth ?s 18h35
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   EU E MINHAS BOBEIRAS!

Acabou a semana, que foi de muita reflexão, auto-chacoalhada, retomada de um maior controle e uma maior atenção ao que faço/deixo de fazer de legal ou ruim, sempre buscando a coerência entre meu comportamento e o que eu quero para mim. Nem sempre esta compatibilidade foi conseguida e admito que qdo houve descompasso, fui a responsável direta pelo mesmo. Nada de dourar a pílula.

Na 5ª feira, depois de passar a manhã envolvida com entrevista de trabalho, passei o resto do dia na rua tratando de diversos assuntos, na companhia do meu filho. Aproveitamos p/ almoçar juntos e meu almoço foi light e delicioso. Depois meu filho me convidou p/ tomar uma casquinha do McDonalds e eu disse a ele que eu não queria, pois se fosse p/ gastar 5 pontos VP c/ uma casquinha que nem é tão maravilhosa assim, eu preferia então usar os pts num outro doce que me desse muito mais prazer. Porém, burramente, cedi ao horroroso argumento de que “se comprar 2 casquinhas juntas, sai tudo por R$ 2,00”.
 Caramba, o que é isso? Grande coisa! Desde quando eu acho este apelo tão comovente assim a ponto de sucumbir a uma casquinha que até é gostosinha, mas raramente me atrai? Que diferença faz pagar uns centavos a mais por uma casquinha?  O fato é que na hora eu respondi ‘no automático’: “Ah, ta, então pega duas” e depois vi que foi uma idiotice. Vejam bem, o problema não foi  ter tomado o sorvete, mas a constatação de que tomei algo que não queria, que gosto mas não faço a mínima questão (há sorvetes muito mais gostosos que este), fui movida por um apelo ridículo. Mas na hora, foi assim, paciência, tá feito. Resmungar não desfaz. Fica como mais uma lição voltada para a atenção.

Depois, prosseguimos na resolução de várias coisas, qdo acabamos resolvemos dar umas voltas no shopping, fomos à livraria Saraiva, fizemos umas comprinhas e depois entrei numa loja de roupas e me dei um presentinho, p/ não perder o costume (rs). Mas vejam o que aprontei:

Vi na vitrine uma blusa que achei bonita, o preço estava bem legal, entrei na loja e a vendedora veio sorridente me atender. É sempre ótimo ser atendida c/ sorrisos nas lojas de roupas, sem ouvir aquela frase que antes me irritava profundamente “está procurando um presente para alguém?” que representava sutilmente um “aqui não tem nada p/ vc, então só pode ser um presente p/ outra pessoa”. Bom saber que isto acabou, exceto em lojas que trabalham com modelagens realmente muito pequenas, mas aí o problema é delas e não meu, não sou eu a diferente.

Mas voltando ao papo: aí a vendedora sorriu, eu pedi p/ ver a tal blusa da vitrine e enquanto me levava até o balcão ela ainda sorridente disse, amável, que só havia no tam. único. Fiz cara de paisagem, como se aquela informação não tivesse nada a ver comigo, vi as cores e detalhes existentes e escolhi uma e mesmo sem experimentar, avisei que ia levar. Mas como fiquei em dúvida entre uma cor e outra, a vendedora comentou algo tipo “esta é bonita, mas esta aqui tb está legal”e eu, numa crise momentânea de auto-afirmação, fiz questão de dizer “sim, mas eu já estou cheia de roupas nas outras cores, acho melhor levar a creme hoje”. Depois tive vontade de rir de mim mesma, pois embora fosse verdade o que eu disse, sei que falei só p/ deixar claro que a blusa era tam. único, mas era p/ mim sim.

Criancice pura, pois a criatura em nenhum momento transpareceu qualquer dúvida haha Isto mostra como de repente, lá no fundo, eu devo ter um resquício de mágoa com a dificuldade anterior em comprar roupas. Mágoa que eu talvez fingisse não possuir na época da obesidade mórbida, talvez eu só pensasse que era um absurdo não encontrar coisas bem grandes em todo lugar, com os mesmos preços. 

Em casa experimentei a blusa. Coube, mas está muito justa. Sinceramente, não ficou bem em mim e vi que fui de uma infantilidade absurda, novamente. Eu até tenho algumas blusinhas de malha tam. U, mas é óbvio que p/ a minha estrutura, mesmo que eu estivesse no meu peso meta, são poucos os modelos, dependendo do tipo da malha etc. que ficam bem neste tamanho.  É questão de bom senso, nada mais. Eu fui impulsiva, deveria ter experimentado mas agi como criança boba que diz “mas eu quero e vc não tem nada com isso” e trouxe p/ casa. A filhota é que vai se dar bem, acho que vai ficar super bonitinha nela, se ela gostar ganhará a blusa. Viram só como eu tb sou bobinha às vezes?

À noite eu e o Vi demos mais um gás especial nas arrumações em casa. O quartinho de empregada, finalmente todo esvaziado (milagreeeee!!!!!) foi pintado e começamos a organizá-lo (outro milagreeee!!!), transformando-o num escritório auxiliar, o local onde livros e materiais diversos de trabalho ficarão, de um jeito mais legal, fácil de localizar algo que a gente precise, sem entulhamento. Isto vai demorar, temos coisa pra caramba, estamos fazendo uma boa triagem e mesmo já tendo mandado muita coisa pro lixo, sempre vai mais um pouco depois da revisão.

Na 6ª pela manhã eu peguei firme tb nesta revisão do material que me pertence, joguei muita coisa fora, valeu a pena. Novamente anunciei a família que hoje eu não queria nem esquentar nada em microondas, qto mais pensar em fazer algo. A filhota chegou cedinho de viagem p/ passar as férias conosco, então aproveitamos p/ almoçar fora, a família toda. Como muito na rua, não tenho dificuldade em compor pratos bem equilibrados, mas fomos num restaurante só com pratos a La Carte, em que eu tinha diversas opções gostosas e mais adequadas, mas eu fiz uma escolha equivocada. E o equívoco se repetiu no fim da tarde.

Sabem, eu me senti verdadeiramente mal comigo mesma depois. Vivo dizendo que a culpa não ajuda em nada, não costumo senti-la, prefiro a sensação de responsabilidade pelo erro ou acerto, mas eu seria desonesta comigo e com vocês se não admitisse que, desta vez, senti culpa mesmo. Mas não deixei que ela me conduzisse, pois a culpa é péssima conselheira e remete a castigos nem sempre adequados, eu estou fora disto. Mesmo sabendo que no almoço e à tarde eu não agi muito bem, na hora da refeição noturna em casa caprichei, fui bonitinha p/ valer, sabem por que? Pq eu não entrei naquela de “já que melequei duas vezes hoje e já é noite, vou acabar de melecar de vez”.  Eu não precisava me sentir pior do que já havia me sentido.

Pelo menos no fim do dia fui coerente c/ o que acredito, sei fazer e me agrada. Se o saldo do dia não foi bom, foi menos mal do que teria sido. Por isso vivo dizendo a vcs que é um dia de cada vez, dentro dia é 1 hora de cada vez. Por que esperar virar o dia p/ novamente me ajustar? Ainda assim, o saldo da semana foi positivo. Tenho muito a melhorar, mas estou batalhando. E de tudo tiro proveito, inclusive das falhas, grandes lições qdo a gente se propõe a estudá-las. Mas eu preciso de muito mais firmeza ainda, podem ter certeza. Vou conseguir. Desejo a todos um ótimo final de semana. Beijocas!



 Escrito por Beth ?s 00h39
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   QUAL O VERDADEIRO PRAZER DE JACAR?

Na última reunião do VP, a orientadora comentou que ao comermos demais ou fora de hora (sem fome), estamos buscando saciar outro tipo de sensação, estamos buscando algum prazer e a gente sabe que é isto mesmo. Ela então alertou que precisamos associar nossas atitudes ao que elas nos trarão de positivo. Um exemplo dado por ela e que me fez rir bastante foi que ninguém, quando está jacando, pensa feliz: “Oba, aquela calça nem vai fechar!” hahaha  E ela está certa, né? Geralmente o pensamento é carregado de culpa, algo como "Ai meu Deus, estou comendo mas não devia, este troço vai me fazer engordar, a calça vai ficar ainda mais justa, hummm mas está bom, ai meu Deus..." é ou não é? rs

E eu fiquei pensando nisto, até que vim escrever sobre o assunto, p/ enraizar ainda mais esta orientação na cabecinha e assim, ter atitudes tb mais adequadas. Não pensem que os quase 4 anos de processo c/ tanto sucesso fizeram de mim a rainha do bom comportamento, que não é nada disso, mesmo, eu sempre falo disto. Com tudo que me aprimorei, aprendi e apliquei e aplico, é preciso exercitar a cada dia cada lição, não tem essa de “pronto, já sei tudo, agora é no automático”, nada de ilusões. A realidade é que a gente aprende, mas tem que estudar e reestudar sempre, como em qualquer outra coisa. Dobradiça que não é usada enferruja, não importa o quanto ela foi ótima antes, mesmo que durante anos.

A própria orientadora desta reunião à qual fui, mantém-se no peso há 7 anos, está linda, tem um corpo ótimo e totalmente diferente do que tinha antes de entrar para o VP e se reeducar. Vendo fotos de antes e de agora, dá p/ ficar de queixo caído. Mas ela não engana ninguém, não diz que é moleza e nem que uma vez reeducada, a pessoa deixa de ter dificuldades. Ao contrário, enfatiza bastante que a manutenção do peso requer eterna vigilância, trabalho contínuo do mesmo jeito que é durante o emagrecimento. E fala c/ naturalidade e um humor contagiante sobre suas tentações, suas fragilidades maiores, as coisas que a deixam mais à beira da jaca e como ela consegue (ou não) segurar a onda.
Gosto disto. Passa a realidade e não um conto de fadas. Se fosse conto de fadas, a fadinha fazia PLIM e pronto, a gente dormia de um jeito e acordava um espetáculo!


Tenho vivenciado isto na carne. Lembrei tb que há pouco tempo uma queridíssima amiga, do VP, me deu um chacoalhão carinhoso por e-mail, respondendo a algo que eu mencionei tb em um e-mail enviado a ela, referindo-me às dificuldades desta etapa. E entre outras coisas, ela me fez rir muito ao me lembrar que se fosse moleza e só alegria, o grupo se chamaria Alegres do Peso e não Vigilantes do Peso. Muito bom. O próprio nome mostra que a atenção tem que ser constante, é "uma vez vigilante, vigilante sempre" (que nem Flamengo haha).

Por que jacamos? Os motivos variam de pessoa p/ pessoa e mesmo assim, p/ cada um, os motivos variam de situação, hora e um monte de coisas. O fato é que associamos a jaca a prazer, indevidamente. Precisamos lembrar e gravar que o prazer que as jacadas nos trazem é infinitamente menor, muitas vezes, do que o prazer de ver a evolução do processo, a redução do peso e das medidas, o alargamento das roupas e tudo mais de gostoso.
Aliás, gostoso é mesmo o adjetivo perfeito p/ o que a gente sente a cada progresso. E amargo é o gostinho da falta de um resultado positivo, a gente sabe. E nem assim se emenda, muitas vezes. Por que, hem? Hábito, é preciso exercitar a mudança, a disciplina, tudo. Devagar chega-se lá.  E chegando, tem que continuar exercitando, sempre.

Durante meu processo eu procurei aplicar (e mencionei isto aqui inúmeras vezes) a associação do controle e da disciplina ao prazer de subir na balança e ver um número menorzinho. Muitas vezes deixei de repetir uma comida, já estando satisfeita mas com a gula cutucando, só de lembrar que faltava pouquinho p/ uma determinada roupa me caber direitinho, imaginar o prazer que sentiria qdo isto acontecesse me fez esquecer do prazer imediato e efêmero que a repetição do prato me traria. Tenho praticado novamente isto com mais força, mais atenção nesta nova e definitiva retomada.  Meço previamente os prazeres e geralmente funciona.
Nesta 4ª feira eu fui ao massoterapeuta novamente, dar continuidade ao meu tratamento e, saindo de lá, era hora do lanche.  Não nego que cheguei a pensar por 1 segundo no bolinho (pelo tamanho, devia se chamar bolão) de aipim c/ carne da Casa Pedro, que adoro. Mas, no segundo seguinte, pensei que se por um lado eu me deliciaria c/ aquele salgado hiper-calórico, por outro lado eu estaria comprometendo meus resultados, um sabor que não ia gostar depois. E lembrei tb que ia jantar fora com o Vi, comemorando nosso outro aniversário de casamento (temos 2 datas, a de união de fato e a do casamento civil e comemoramos tudo). Por que então consumir algo gorduroso, por que não guardar p/ poder escolher um prato legal na hora do jantar?

Assim, foi simples ir a uma loja de produtos e lanches naturais, onde comi um quiche light de peru delicioso, depois tomei um suco light e pronto, lanche gostosinho sem me atrapalhar. À noite, jantamos num restaurante que adoramos, com uma vista maravilhosa e pude escolher um prato maravilhoso, que embora não fosse totalmente light, não era tb nada absurdamente calórico, e rachamos ao meio uma sobremesa. Valeu muito mais a pena do que se eu tivesse desperdiçado com um salgado banal, no fim da tarde, não é?
Vamos fazer como a orientadora falou, gente! Associar a atitude ao prazer VERDADEIRO que ela poderá nos trazer. E havendo 2 prazeres (o sabor da comida e o sabor da vitória), vamos escolher direito qual queremos p/ nós, vai ser aquele que vem e fica ou aquele que vai embora pouco depois de engolirmos (geralmente seguido de culpa, remorso, sensação de estufamento etc.)? Qual merecemos mais? Cada um decide, o importante é que haja bom senso, sem paranóias, eu detesto neuras. Se decidir que vai comer, que coma na boa, mas em vez de ficar se açoitando depois, que se ajuste, reorganizae o cardápio e siga em frente, pois o saldo de tudo que a gente faz a cada dia é que somado aos demais saldos dos outros dias gera o resultado final.

Quem pára p/ chorar o leite derramado perde tempo e deixa de agir produtivamente, falo sempre isto.  Na hora que abdicarmos de mais um pedacinho disto ou de comer algo fora de hora, vamos entender que não estamos abrindo mão de um prazer e sim escolhendo outro prazer, um prazer maior e que nos traz mais prazeres, a reboque. Assim fica mais simples e gostoso. Mais gostoso que brigadeiro (pra quem gosta, não é o meu caso) ou outra coisa deliciosa que existe por aí.  Vamos lá!!!!
  



 Escrito por Beth ?s 08h32
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A querida blogueira light amiga Mari  publica posts muito legais (recomendo a leitura), onde sempre consta tb uma frase interessante, que ela chama de Pastilha de Otimismo do dia. Abro hoje o post c/uma frase que encontrei lá e que representa clara e lindamente a forma como me sinto e me posiciono na vida, com Deus sempre a me conduzir: "Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço." (Cecilia Meireles)
 

Eu disse que precisava e que iria me acertar e já estou fazendo isto. Qdo vi o 1kg a mais na balança ontem tive uma conversa comigo mesma, muito séria, sem passar a mãozinha pela minha cabeça, que a hora é de encarar as coisas c/ responsabilidade e seriedade (mas c/ leveza, claro). Parei e pensei no que andava fazendo de errado, de novo. "Ah, mas vive dizendo que faz isto, lá vem o lero-lero!". É, faço desde que me entendo por gente e nos últimos 15 anos, bem antes de encarar o processo já fazia p/me entender melho e me ajustar. Era a afinação do instrumento de dentro p/ fora e isto não se faz só uma vez na vida. Quem tem instrumento musical sabe que se não afinar constantemente, logo o som já está saindo  torto. Meu piano aqui em casa, que passou por tantas afinações por anos e agora está há séculos sem afinar que o diga, coitado, mas isto será resolvido em um futuro próximo.

Então, na vida é assim tb, a gente tem que sempre afinar. Vi que estava jogando de salto alto, como se diz no futebol de times/jogadores que entram em campo cheios de marra, mas não se esforçam tanto, não suam a camisa. Eu acho que não andava suando a camisa. Eu disse a mim mesma: "Caramba Beth, vc já sabe direitinho o que e como fazer, ultrapassou tantas dificuldades, aprendeu tanto, já fez e aconteceu, era uma mulher de 140kg, vestia jeans manequim 64 (sessenta e quatro) e passou por tanta coisa! Vc já relacionou mil vezes as dificuldades da obesidade mórbida que viveu na carne, já contou isto no blog trocentas vezes, lembra de como aquilo era ruim e, depois da virada, vive experimentando sensações deliciosas de uma vida mais normal, mais prática, mais ágil, mais leve... então qual é a sua?"

Gente, eu sou boa em dar chacoalhada em todo mundo, mas vcs não tem noção do que é a Beth dando chacoalhada em si mesma, é brabeza viu? Não sou boazinha não, embora não chegue a ser má, mas há coisas que precisam ser ditas e enfrentadas sem maquiagem, sem disfarces. E não é mole não, de jeito nenhum, ter que dizer a mim mesma, olho no olho, que eu não sou esta maravilha toda, que se eu quiser continuar vivendo c/ saúde, c/ este bem-estar todo que o emagrecimento me trouxe, c/as facilidades do dia-a-dia, as roupinhas lindas que compro aqui e ali sem dificuldades e um monte de coisas que só me beneficiam, eu tenho que calçar as chuteiras, jogar bonito sim, enfrentar tudo do mesmo jeito que fiz antes. Que falhar é humano mas persistir errando é burrice, ainda mais qdo já sei onde e como estou falhando.

No outro post falei que me faltava atualmente REGULARIDADE na disciplina e este diagnóstico é o correto. Tinha voltado (e notei várias vezes e me fiz de boba) a fazer concessões demais, as mesmas que sempre soube que derrubam qquer um em uma caminhada seja ela curta ou longa. Então, lembrei que em vez das 2 fatias de pão de forma light no café da manhã, houve dias em que foram 3 e até 4. Por que, se 2 sempre me saciaram e continuam satisfazendo super bem? Ok, foram comidas com cottage ou patê na medida certa, mas peraí, há medida certa p/ uma refeição e não p/ cada fatia, certo? Pois é. Lembrei tb que andei novamente beliscando os frios toda vez que os tirava da embalagem p/ guardar nos potes plásticos na geladeira ou qdo preparava um sanduiche, estava indo uma fatia no pão e outra na boca.

Lembrei de várias coisinhas "mínimas" (!) inclusive que o prato de refeição continuou super bonitinho e balanceado 90% ou mais vezes, mas que mesmo usando fruta na salada, acabei pegando outra de sobremesa. Não é crime nem pecado, mas se cabe 1 fruta na refeição, eu tenho que escolher se ela vai ser consumida durante ou depois, ou então tenho que dividir a porção, eu sempre fiz isto, eu sempre tive facilidade nestas composições, por que agora estava dando uma de tonta? Testando o que? Brincando de "vamos ver se desta vez meu corpo não nota"? Estou careca de saber que não é preciso dar grandes jacadas para a vaca ir pro brejo, pois eu mesma virei obesa mórbida no passado só beliscando e o povo dizendo que eu não comia nada, não sabiam como eu podia ser gorda! Então estava me fazendo de boba é? Chega disto.

Exemplo legal: no domingo almoçamos bem tarde e cerca de 2,5 horas depois, lanchamos 1x de morangos c/ adoçante em pó Tal&Qual e creme de leite light, na medida certa. Menos de 2 horas depois o Vi me perguntou se não iríamos comer (à refeição noturna). Eu disse: "Ainda não, nós lanchamos há pouco tempo, por que já quer comer? Está com fome?" E ele: "Não, mas já não está na hora de comer? " Respondi: "Expliquei que não se trata de hora no relógio e sim de intervalo de tempo entre uma refeição e outra. E nós almoçamos direitinho (comida light e gostosa, na qtde legal), lanchamos há menos de 3 horas e podemos esperar p/ comer no intervalo certo." Ele concordou, claro, até pq eu não tinha a menor intenção de recuar. Ele tb está se reeducando e estes toques ajudam.

Foi a melhor decisão. No intervalo adequado fizemos a refeição noturna, um lanche leve e saboroso que não nos deixou empanturrados como aconteceria se tivéssemos comido antes. Isto é simples, isto não dói, isto faz bem. E sabemos fazer isto, gostamos de fazer isto e só não fazemos se nos distraímos ou fingimos nos distrair. Agora, o grande lance é simplesmente sermos REGULARES nesta atenção, entre outras, para que só eventualmente a gente incorra em pequenos erros que somados uns aos outros podem causar grandes prejuízos.

Bom, eu voltei ao prumo, há 2 dias estou em campo jogando com tudo, fazendo minha parte e desta vez, não está sendo dia sim, dia não. É dia sim, dia sim, dia sim! Ou eu lá quero ficar naquela de peso mais, peso menos, peso mais de novo? Eu hem...rs

A coluna melhorou, graças a Deus e ao meu massoterapeuta querido, o Hélio Borges, de mãos abençoadas. Mas ainda incomoda, pois abusei um pouquinho, embora ele tivesse me orientado a ficar quietinha. Aí complica! rs  Ainda mais que a filhota chegará neste sábado, o quarto dela está parecendo depósito de sacolas e caixas haha Tudo que não sabíamos ainda onde colocar ou ainda dependia da conclusão da pintura foi parar ali, agora temos que tirar, queremos que ela encontre o cantinho dela bem gostosinho. Bom, nesta 4a feira eu tenho outra sessão de massoterapia e estou certa de que vou melhorar mais ainda.

Beijos! Vamos continuar na estrada com garra e suando a camisa, ok?



 Escrito por Beth ?s 20h39
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   EI, VOCÊ AÍ, ME EMPRESTA UMA VARINHA MÁGICA, OU A SUA FADINHA, OU UM GÊNIO, QUALQUER COISA ASSIM? HAHAHAA

Geeeeente, eu queria estalar os dedinhos, piscar os olhinhos como Jeannie- gênia ou torcer o nariz como a Samantha e num instante a casa estar toda no lugar, eu não agüento mais esta zona. A impressão é que isto não terá fim. Pra onde olho tem coisa entulhada, pó, lata, ferramenta e eu sem saber onde me instalo, o que faço agora... a vontade é de sumir e só voltar qdo tudo estiver acabado.

Lembrei novamente da semelhança c/ o proc. de reeducação., em que há dias que a gente olha p/ si mesmo e tb tb p/ os lados e pensa “Caramba, isto não acaba? Qto tempo ainda vai levar? Quero resultados, quero olhar e ver tudo nos trinques, quero que todo mundo note a mudança! Se eu pudesse estalava os dedos e plim, estaria magra e linda!” Não é mesmo assim? Haha  É sim, eu sei...rs O que mais o povo resmunga por aí...e eu agora tb ando resmungando!

Mas aí, voltando à arrumação da casa, vcs me dirão: “Beth, não reclama! Pensa que é um meio de caminho p/ chegar ao que deseja, a casa está de pernas pro ar, mas é por uma boa causa, logo estará arrumada, terá mvalido a pena! Logo verá as paredes na cor que escolheu, os ambientes mais ajeitadinhos, as coisinhas novas que comprou já estarão compondo a nova carinha da sala, vc vai esquecer rapidinho o quanto isto foi complicado agora!” Ok, dou o braço a torcer, é a mais pura verdade!

E comparando de novo ao proc. de reeducação, falo ainda que tudo que a gente passa durante o trajeto p/ chegar ao objetivo, c/ todos os percalços naturais da vida e impaciências naturais do ser humano, qdo a gente vê o resultado é tão gratificante! Vale a pena sim. Por isso é legal a gente vivenciar cada momento, mesmo os chatinhos, pois a gente se aprimora, exercita no mínimo a perseverança, a tolerância, a compreensão com tudo que rola nesta jornada.

Agora, qdo eu entrar numa de que esta etapa não terá fim, mudarei meu padrão de pensamento e projetarei a imagem que futuramente quero ver em casa. Assim como fiz no meu proc. de emagrecimento longo, cheio de curvas, buracos e pedras, mas procurei enxergar mais adiante, vislumbrei aquilo que me esperava lá no final da estrada, entendi que sem passar por ela eu não teria como chegar lá. E que se não vivesse tudo que ela me oferecia, ao chegar não estaria preparada adequadamente.  E tb que a vitória não era simplesmente chegar ao peso meta e sim estar na estrada, aprendendo a cada passo, conquistando a cada dia mais um pouquinho e a soma de cada pouquinho é que constituiria no final das contas a vitória.

E agora, nesta nova caminhada pela reconquistan (que não está nada fácil, admito), volto a me fixar neste pensamento correto e produtivo e quero aplicá-lo tb no bafafá em casa, pensando assim: vitória não é simplesmente ver um belo dia que esta etapa acabou e aquilo que nos propusemos a fazer está concretizado e sim que vitória é o simples fato de já estarmos fazendo alguma coisa, já que queríamos há tempos e não nos esforçávamos para fazer. Nos rendíamos facilmente aos obstáculos, nos acomodávamos, pensávamos que por menos que custasse seria um gasto extra que poderia esperar mais um pouco, pensávamos que daria trabalho e já andávamos com a vida tão corrida, pensávamos que ia fazer poeira e eu alérgica ia penar, pensávamos em tudo que nos fazia ficar parados e não em seguir.  Mas seguimos e esta é uma grande conquista. Enfrentamos a poeira, o trabalho, os gastos, a minha alergia está aqui dizendo todos os dias “presente”e eu vou levando, a coluna tb resolveu dar um alô, está doendo pra chuchu já que me excedi arrastando aqui, pegando peso ali e entrei em crise, dói de cabo a rabo, literamente. 
Estou arrebentada, sinto-me pesada e endurecida como se tivesse outra Beth pendurada nas minha costas, outras tantas na cabeça, nos braços e pernas. Músculos e ossos, articulações, tudo dói.  Sábado já acordei assim e pensei em ficar deitada o dia todo, inerte, mexendo só os olhinhos e mesmo assim se fosse necessário...rs Perguntei a hora e me chateei, pô já era tarde, tinha perdido minha reunião do VP (das 8:30), já que o Vi não me chamou, envolvido c/ os afazeres e teve pena por saber que eu estava mal. Mais um motivo p/ ficar na cama,  né? Mas lembrei que havia uma 2ª reunião pela manhã e se eu corresse poderia chegar a tempo.  Correr? Como assim, se não havia forças nem p/ levantar? Mas eu sabia que ia ficar muito P da vida comigo mesma se não me esforçasse p/ ir e fui, passando por cima do sono, da dor, do cansaço e das tralhas espalhadas pela casa. 
 
Me arrumei rapidinho enqto o Vi chamou um táxi p/ mim. Pedi ao motorista p/ acelerar, mesmo assim cheguei atrasada. A sala estava lotada, a orientadora inspiradíssima como sempre conduziu o tema da semana (“Por que comemos tanto?”) brilhantemente, alguns associados fizeram comentários agregadores, alguns super engraçados. Como eu ri! E que delícia estar lá, que saudade eu estava sentindo das reuniões, do aconchego que oVP proporciona, daquela energia toda, de estar perto do povo que está na estrada, cada um em um trecho, mas todos esperançosos, todos investindo em si mesmos, todos batalhando pelos seus objetivos.

Na pressa de sair de casa, não encontrava minha bolsa, depois não encontrava meu boletim azul, eu fico trocando de bolsa pra lá e pra cá, nesta confusão não acho nada e quase ia saindo sem documentos e dinheiro. A pesagem oficial no VP será na próxima reunião. Na balança de casa, já resgatada do seu cantinho protegido, pesei-me nesta 2ª feira pela manhã e o resultado foi + 1 Kg, compatível c/ a minha falta de regularidade no comportamento, que está capengando, confesso, sem excessos mas sem disciplina constante e isto influencia demais, eu sei e estou procurando me acertar. Mas, sem querer ser vítima de nada, sei tb que esta crise de coluna está influenciando pelo menos um pouquinho. Nem assim me eximo da minha responsabilidade, que não sou disto.  Cabe a mim ser honesta na auto-avaliação e firme na atitude.
Uma dica muito legal da orientadora, que deixo hoje p/ vcs e p/ mim como dever de casa: fazer uma lista de motivos p/ comer, ou seja, relacionar as coisas, situações etc. que nos levam p/ a comida sem fome, em excesso ou fora de hora. E do lado de cada item escrever 3 formas de suprir aquele motivo, sem ser comendo Uma associada citou a RAIVA como um dos seus motivos e outra disse que resolve a raiva, sem com, fazendo esteira, pensando que está pisando na cabeça da pessoa que a fez ficar com raiva. Genial, adorei! rsrs
Vamos fazer? Beijos e vamos em frente!



 Escrito por Beth ?s 10h10
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Praia, Dançar, Curtir a vida
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EU ERA ASSIM  

ESTOU ASSIM Meu nome ? Elizabeth, sou conhecida como Beth
Analista de Sistemas, especialista em Metodologia, Processos e Qualidade em TI, Ger?ncia de Projetos,An?lise de Neg?cios, Auditora ISO, sou leonina do dia 10/08, carioca da gema, moro na minha na cidade maravilhosa (RJ), adoro fazer amizades, sonhar, ler, escrever, sou casada c/ Vicente - meu grande amor, m?e do Alexandre, um filh?o maravilhoso, que ? universit?rio e "boadastra" da Mimi, minha enteadinha adolescente linda a quem chamo aqui de filhotinha.

Meu e-mail: beth.ebprs@gmail.com
Meu MSN: ebprs@hotmail.com



Objetivo deste Blog: Compartilhar meu processo de reeducação alimentar e mudança de hábitos que resultou no meu emagrecimento, me tirou da obesidade mórbida e me ensinou e ensina tanto!



Meu processo: Fui beb? 'cheinho',crian?a de peso normal, na adolesc?ncia tinha ?timo corpo. No in?cio da fase adulta comecei a engordar c/facilidade em fun??o de uma mudan?a p/ pior dos h?bitos alimentares e tb devido a dificuldade que tive em enfrentar alguns problemas pessoais, decep??es e m?goas que se transformaram em Kg a mais (eu as COMI). Durante anos optei por m?todos indevidos, tomei rem?dios, f?rmulas, inje??es, fiz dietas mirabolantes e isto tudo me ajudou a virar uma sanfona que cada vez abria mais e fechava menos. Cheguei ao auge da obesidade c/ 140 kg e dei o basta. Primeiro, fiz um pequeno controle que me ajudou a emagrecer quase 5 kg. Depois, entrei para o Vigilantes do Peso, onde emagreci 53kg c/equil?brio, seguran?a e muita alegria. Aprendi muito, o caminho foi t?o importante quanto os resultados. Eliminei 53 kg com o método do Vigilantes do Peso e atividade física. Aumentei depois alguns kg e agora prossigo, para reconquistar a minha meta e mantê-la para sempre.

Cr?ditos Imagens: Google
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